Resenhas de artigos científicos, livros, filmes, revistas sobre assuntos de interesse geral em neurociência

  • Divulgação científica - adote essa ideia!

 

A proposta da nossa página é Divulgação Científica da Neurociência. Mas você sabe o que é divulgação científica? A divulgação leva em consideração a popularização da ciência. É importante para que os pesquisadores que ficam fechados em seus laboratórios fazendo grandes descobertas possam divulgar seus resultados para a sociedade. Importante também que a linguagem seja acessível para envolver a maior quantidade de pessoas possível. Quanto maior for o envolvimento de sociedades científicas, instituições de pesquisa, universidades, governo, cientistas, comunicadores, educadores e estudantes na divulgação científica melhor!!!

Nesse contexto, vou trazer hoje dois exemplos de divulgação sobre o mesmo tema. Será útil para pensarmos em explorar possibilidades diferentes na hora de abordar um conteúdo. O conteúdo escolhido é: Uma técnica de edição genética chamada Crispr-Cas9. É um assunto revolucionário e também bem complicado. Como então falar desse assunto para que todos possam entender?

  • O primeiro é um vídeo de um pesquisador que se desafia a explicar o assunto em 5 níveis de dificuldade: para uma criança (7 anos) , um adolescente (14 anos), um estudante universitário, um estudante de pós-graduação e um especialista no assunto. 

  • O segundo vídeo é uma paródia abordando o mesmo assunto por meio da música.

Ativem a legenda e curtam os vídeos. Espero que tenham gostado, aprendido um pouco mais sobre divulgação científica e até se inspirado nessas ideias. Fiquem ligados no nosso canal do YouTube.

Danielle Paes Branco

  • Ansiedade e estresse (Texto 1)

 

   A habilidade de reagir rapidamente em resposta a eventos ameaçadores tem sido uma estratégia muito comum. Frente a uma possível ameaça, nosso organismo aguça o foco, prepara os músculos e os nervos para ação – essa é uma resposta do Sistema Nervoso Autônomo# chamada de “luta ou fuga”. No mundo atual onde tudo precisa ser resolvido AGORA, os agentes estressores sociais e psicológicos são encarados com muita cobrança.

  Definir o que causa estresse é difícil, pois precisamos levar em consideração as variações individuais. Para os especialistas, o estresse pode ser definido como qualquer estímulo interno ou externo que ameaça a Homeostase (o equilíbrio normal do corpo).

Isso quer dizer que o estresse é sempre ruim?

   Não! O estresse moderado pode ajudar nosso organismo e servir como um desafiador que ajuda a dar uma energia extra, necessária para lidar com as situações do dia-a-dia. O efeito agudo do estresse pode ajudar o organismo a se defender e estar sempre atento.

   

   Quando ocorre de forma contínua, o estresse começa a trazer mais prejuízos do que benefícios. A partir desse momento, os mesmo mecanismos que estavam auxiliando o organismo podem se transformar em transtorno. Neurocientistas, psicólogos, psicanalistas e outros profissionais da saúde concordam que ainda há muito que se estudar para entender os mecanismos de ação do estresse, assim como suas consequências para o corpo, o cérebro e as relações sociais.

   

   No próximo texto vamos conversar sobre as bases biológicas e regiões do cérebro ligadas a esses distúrbios.

 

#Para lembrar: O Sistema Nervoso Autônomo é uma das divisões funcionais do sistema nervoso. É parte responsável por regular o funcionamento dos nossos órgãos internos. São regulações que ocorrem de forma involuntária e sem a nossa consciência.

                                                                                                                      Danielle Paes Branco

                                                            

  • Resenha do livro “O homem que confundiu a sua mulher com um chapéu”

     É um livro de Oliver Sacks, um neurologista que reuniu casos reais atendidos por ele mesmo, transcreveu fazendo um livro de “relatos de casos” e o transformou em peças literárias. Construindo obras que vão do imaginário até o romantismo, com dissertação de cada caso, usando seus resultados positivos ou não sobre cada um.

    O Tema do livro “O homem que confundiu a sua mulher com um chapéu”, relata um homem músico, cantor e professor, que exercendo sua profissão percebeu os primeiros sintomas de lapso de memória, não reconhecendo a fisionomia do rosto de um dos seus alunos. Somente quando ouvia a sua voz, ele lembra quem se tratava. Ele começou a não reconhecer uma série de formatos, como certos objetos, e até a sua própria esposa que ele confundiu com um chapéu. Como sua paixão era a música ele cantava para lembrar o que estava fazendo naquele momento.

     Outro texto: “Um olhar a direita”, uma senhora que após um derrame não conseguia perceber nada que estava a sua esquerda, o seu campo visual só se restringia a direita, até a comida que estivesse em seu prato, comia sempre somente a metade direita. O texto “O dicionário de música ambulante” fala sobre um idoso de 60 anos que quando era bebê sofreu sequelas causadas por uma meningite e isso afetou parte de seu cérebro, ficando preservada a parte que ele grava tudo que lhe mostrasse ou ouvisse como a música. Como seu pai era cantor, ele passou a vida em contato com óperas, memorizando tudo que ouvisse, passando a conhecer e responder tudo que lhe perguntasse sobre ópera. Após o falecimento de seu pai ele foi internado em um asilo, se tornando agressivo.

     O livro contêm outras histórias que nos fazem viajar, como: “perdas”, “excessos”, “transportes”, “o mundo dos simples”. Todos formam uma leitura envolvente que eleva ao pensamento questionamentos sobre s diferentes formas de alterações neurais. Oliver Sacks nasceu em Londres, em 1933, formado em medicina e continuou seus estudos nos Estados Unidos, foi professor de neurologia clínica na Universidade Columbia, teve várias publicações de livros e alguns que viraram filmes. Ele faleceu em 2015 aos 82 anos e foi uma grande perda para a Neurociência.

 

                                                                                                                        Marilene Glória da Silva

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